segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

SANTAS DONATA, PAULINA E COMPANHEIRAS MÁRTIRES - 31 DE DEZEMBRO




Santa Donata é a primeira na ordem de citação de um grupo de virgens mártires em Roma;  São elas:  Paulina, Rogata, Dominanda, Serotina, Saturnina e Ilaria.





Ilustração de Santa Paulina, mártir.


A sua existência é, certamente, confirmada,  são mencionados no dia 31 de dezembro no "Martirológio Geronimiano '; em seguida, também no "Liber de locis sanctis martyrum" na primeira metade do século VII.

Além disso, a recente edição de "Martyrologium Romanum 'de 2002 revela todas as sete na mesma data.




Relicário de Santa Paulina em Borgosesia, Itália.





Após a descoberta de sua relíquias, juntamente com as dos santos mártires Alexander, Vitale e Marciais (comemorados em 10 de julho), no cemitério de jordanianos na Via Salaria Nova, a sua veneração foi promovida pelo Papa Adrian I (772-795).


Devotion Images - Delcampe.net



Infelizmente, nada se sabe sobre suas vidas ou como elas morreram, foram certamente mártires romanas, presumivelmente, do primeiro século; nós ficamos chocados com o fato de que havia sete mulheres.











ORAÇÃO:
Deus eterno e onipotente, 
que concedestes as Santas Mártires
 Donata, Paulina, Rogata, Dominanda, Serotina, Saturnina e Ilaria
a graça de sofrerem pelo nome de Cristo,
 vinde em auxílio da nossa fraqueza, 
para que, a exemplo dos que morreram corajosamente por Vós, saibamos dar firme testemunho da fé com a nossa vida. 
Por Nosso Senhor.
AMÉM


Senhor, cujo poder triunfa na fraqueza humana, concedei
àqueles que celebram a vitória das santas 
 Donata, Paulina, Rogata, Dominanda, Serotina, Saturnina e Ilaria, o dom da fortaleza
com que elas venceram os tormentos do martírio. 
Por Nosso Senhor.
AMÉM






ALGUMAS FONTES:

http://pezzagliagreco.blogspot.com.br/2011_12_01_archive.html
http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_academies/cult-martyrum/martiri/009.html#dicembre







NOSSA SENHORA SÓ TEVE UM FILHO: JESUS. JESUS NÃO TEVE IRMÃOS CARNAIS



Maria é descrita nos Evangelhos como sendo apenas a Mãe de Jesus e não a Mãe dos irmãos de Jesus:

"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele."
Marcos 6,3

" E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.
E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas."
João 2,1-2

"Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
João 19,26-27

O Evangelho de São Lucas nos diz que Jesus não tinha irmãos e a família de Nazaré eram apenas Jesus, José e Maria:

" Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;
E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe."
Lucas 2,40-43

"E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.
Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;"
Lucas 2,41-44

"E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas."
Lucas 2,51



 Os irmãos de Jesus descritos no Evangelho (Mc 6,3; Mt 13,55) eram filhos de outra Maria.

Tiago e José, descritos como irmãos do Senhor, eram filhos de outra Maria (Mateus 27,56; Marcos 16,1) (talvez a mulher de Cléofas descrita em Jo 19,25). Tiago e Judas  são descritos como filhos de Alfeu (Mateus 10,3; Atos 1,13).

Judas é descrito como sendo irmão de Tiago (Lucas 6,16; Atos 1,13; Judas 1,1). Logo, eram todos irmãos, filhos de outra Maria e de Alfeu.

Simão é o único que não é descrito como tendo um pai ou mãe, mas podemos concluir que também era primo de Jesus, assim como os demais.


A expressão "Irmãos de Jesus" na verdade quer dizer PRIMOS DE JESUS. Não havia a palavra primo em aramaico na época de Jesus. O irmão significava não só o filho do mesmo pai e da mesma mãe, como também primos.
Há várias passagens bíblicas que mostram o termo irmão no sentido de parente ou primo (Gn 13,8; Gn 31,22-23; Ex 2,11; Jz 9, 1-3; I Cr 15,1-5; I Cr 23,21-22; II Cr 36,10).
Quando o Evangelho foi escrito em grego, os evangElistas continuaram usando o termo irmão no sentido aramaico.
São Paulo usa o mesmo termo em grego "αδέλφοι " (I Cor 15,6) para falar de irmãos na fé.






SÃO RUGERO, BISPO - 30 DE DEZEMBRO







Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. 

Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. 






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Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane.

No século II, essa cidade havia sido destruída pelo imperador Aníbal, quando expulsou o exército romano. 

Depois, ela retomou sua importância no período medieval, sendo até mesmo uma sede episcopal. 

No século XI, mais precisamente em 1083, por causa da rivalidade entre o conde de Cane e o duque de Puglia, localidade vizinha, a cidade ficou novamente em ruínas.





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O bispo Rugero assumiu a direção da diocese dentro de um clima de prostração geral.

Assim, depois desse desastre, seu primeiro dever era tratar da sobrevivência da população abatida pelo flagelo das epidemias do pós-guerra. 

Ele transformou a sua sede numa hospedaria aberta dia e noite, para abrigar viajantes, peregrinos e as viúvas com seus órfãos. 

Possuindo o dom da cura, socorria a todos, incansável, andando por todos os cantos, descalço.

 Doava tudo o que fosse possível e a sua carruagem era usada apenas para transportar os doentes e as crianças.










Todavia esse século também foi um período conturbado para a história da Igreja. Com excessivo poder civil estava dividida entre religiosos corruptos e os que viviam em santidade. 

Rugero estava entre os que entendiam o episcopado como uma missão e não como uma posição de prestígio para ser usada em benefício próprio. 

Vivia para o seu rebanho, seguindo o ensinamento de São Paulo: "Tudo para todos".

Por tudo isso e por seus dons de conselho e sabedoria, no seu tempo foi estimado por dois papas: Pascoal II e Celásio II. 

Para ambos, executou missões delicadas e os aconselhou nas questões das rivalidades internas da Igreja, que tentava iniciar sua renovação.















Entrou rico de merecimentos no Reino de Deus, no dia 30 de dezembro de 1129, em Cane, onde foi sepultado na catedral. 

Considerado taumaturgo em vida, pelos prodígios que promovia com a força de suas orações, logo depois de sua morte os devotos divulgaram a sua santidade.

No século XVIII, a cidade de Cane praticamente já não existia. 






Ruínas de Canne




Antiga Tumba de São Rugero





A população se transferira para outra mais próspera, Barleta. Mas eles já cultuavam o querido bispo Rugero como santo. Pediram a transferência das suas relíquias para a igreja de Santa Maria Maior, em Barleta. 





Busto com relíquias de São Rugero, em procissão.



Procissão com o Busto relicário de São Rugero








Depois, foi acolhido na sepultura definitiva na igreja do Mosteiro de Santo Estêvão, atual Santuário de São Rugero. 

Os devotos o veneram no dia de sua morte como o bispo de Cane e o padroeiro de Barleta. 

Em 1946, São Rugero foi canonizado pela Igreja.










Oração
Ó Deus, que fostes glorificado 
pela vida e a morte do Bispo São Rugero, 
renovai em nossos corações as maravilhas da vossa graça, 
de modo que nem a morte 
nem a vida nos possam separar do vosso amor. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
na unidade do Espírito Santo.
 AMÉM











Rogai por nós, São Rugero,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo!



S.Riccardo, S.Sabino e S.Ruggiero si recano al Gargano

(Quadro de 1859, de M. De Napoli) São Sabino, São Rugero (meio) e São Ricardo.

ORAÇÃO

São Rugero, exemplo de Bispo dedicado para com o povo, convertei aqueles ministros que não vivem conforme os mandamentos do Senhor e da Igreja
 e intercedei para que nossa Igreja tenha sempre dignos Bispos.
São Rugero, orai pelos Bispos!
São Rugero orai por nós!










ALGUMAS FONTES:


http://www.katieking.it/santi.asp?ID=3120
http://andriarte.it/Cattedrale/cappellaSRiccardo.html





domingo, 28 de dezembro de 2014

SÃO TOMÁS BECKET, BISPO E MÁRTIR - PADROEIRO DO CLERO SECULAR - 29 DE DEZEMBRO















Tomás Becket nasceu no dia 21 de dezembro de 1118, em Londres. Era filho de pai normando e cresceu na Corte ao lado do herdeiro do trono, Henrique. 

Era um dos jovens cortesãos da comitiva do futuro rei da Inglaterra, um dos amigos íntimos com que Henrique mais tinha afinidade. Era ambicioso, audacioso, gostava das diversões com belas mulheres, das caçadas e das disputas perigosas. Compartilharam os belos anos da adolescência e da juventude antes que as responsabilidades da Coroa os afastasse.






O Rei Henrique II e São Tomás Becket











Quando foi corado Henrique II, a amizade teve uma certa continuidade, porque o rei nomeou Tomás seu chanceler. 

Mas num dado momento Tomás voltou seus interesses para a vida religiosa. Passou a dedicar-se ao estudo da doutrina cristã e acabou se tornando amigo do arcebispo de Canterbury, Teobaldo.

 Tomás, por sua orientação, foi se entregando à fé de tal modo que deixou de ser o chanceler do rei para ser nomeado arcediácono do religioso. 










Quando o arcebispo Teobaldo morreu e o papa concedeu o privilégio ao rei de escolher e nomear o sucessor, Henrique II não vacilou em colocar no cargo o amigo. 

Mas o rei não sabia que o antigo amigo se tornara, de fato, um fervoroso pastor de almas para o Senhor e ferrenho defensor dos direitos da Igreja de Roma.

 Tomás foi ordenado sacerdote em 1162 e, no dia seguinte, consagrado arcebispo de Canterbury. 

Não demorou muito para indispor-se, imediatamente, com o rei.






São Tomás diante do Rei Henrique II













Negou-se a reconhecer as novas leis das "constituições de Clarendon", que permitiam direitos abusivos ao soberano, e teve de fugir para a França, para escapar de sua ira. 

Ficou no exílio por seis anos, até que o papa Alexandre III conseguiu uma paz formal entre os dois. 

Assim, Tomás pôde voltar para a diocese de Canterbury a fim de reassumir seu cargo. 

Foi aclamado pelos fiéis, que o respeitavam e amavam sua integridade de homem e pastor do Senhor. Mas ele sabia o que o esperava e disse a todos: "Voltei para morrer no meio de vós". 

A sua primeira atitude foi logo destituir os bispos que haviam compactuado com o rei, isto é, aceitado as leis por ele repudiadas. Naquele momento, também a paz conseguida com tanta dificuldade acabava. 

O rei ficou sabendo e imediatamente pediu que alguém tirasse Tomás do seu caminho.






Albert Pierre Dawant (1852-1923) : A morte de saint Thomas Becket (1879).












O arcebispo foi até avisado de que o rei mandaria matá-lo, mas não quis fugir novamente. Apenas respondeu com a frase que ficou registrada nos anais da história: "O medo da morte não deve fazer-nos perder de vista a justiça". 

Encheu-se de coragem e, vestido com os paramentos sagrados, recebeu os quatro cavaleiros que foram assassiná-lo. Deixou-se apunhalar sem opor resistência. Era o dia 29 de dezembro de 1170. 










O próprio papa Alexandre III canonizou Tomás Becket três anos depois do seu testemunho de fé em Cristo. A sua memória é homenageada com festa litúrgica no dia de sua morte.

Depois do assassinato, descobriu-se que Becket usava um cilício (neste contexto uma camisa de tecido grosso e desconfortável) por baixo das suas vestes de arcebispo. 










Em pouco tempo, a fiéis por toda a Europa começaram a venerar Thomas Becket como mártir, e em 1173, cerca de três anos após a sua morte, foi canonizado pelo papa Alexandre III na Igreja de S. Pedro em Segni.







Funeral de São Tomás Becket





Em 12 de Julho de 1174, durante a revolta dos seus três filhos Henrique, o Jovem, Ricardo, futuro Coração de Leão e Godofredo Plantageneta de 1173-1174, Henrique II da Inglaterra fez penitência pública junto ao túmulo de Becket, que se tornou em um dos mais populares locais de peregrinação da Inglaterra até à sua destruição durante a Dissolução dos Mosteiros (1538 a 1541) por Henrique VIII.






Henrique II da Inglaterra fez penitência pública junto ao túmulo de Becket.



Numa iluminura, cristãos peregrinos são retratados em caminho para visitar o túmulo do Santo.







Este mesmo rei ( Henrique VIII) mandou desenterrar os ossos de São Thomas da Cantuária ou Thomas Becket, o citou judicialmente e o sentenciou postumamente, mandando queimar seus ossos (processo e sentença judicial comuns na Idade Média e Moderna).









A vela acesa no piso da Catedral de Canterbury  está no local onde havia a capela de São Tomás Becket com sua tumba, que foi destruída por Henrique VIII.









As riquezas que estavam em seu túmulo como obra de piedade foram saqueadas pelo monarca (BERNARDES, Padre Manuel. Nova floresta ou Sylva de varios apophthegmas e ditos sentenciosos, espirituaes e moraes com reflexoens, em que o util da doutrina se acompanha com o vario da erudição, assim divina, como humana. Lisboa: Na officina de Joseph Antonio da Sylva, 1726-1728, tomo 5, vol 5, tít. X, dict. LXXIX, p. 472-473,citando Carlos Steigelno lib. 5. De reliquiis, c. 6; e vol. 5, tít. X, dict.LXXXVII, p. 506, citando Ribadeneira, História do cisma). 

E assim se diz que S. Thomas teria sofrido nas mãos de dois henriques, em vida com Henrique II e após sua morte com Henrique VIII, o mesmo que obrigará a população inglesa a adotar o Anglicanismo e a rejeitar o Catolicismo. De fato, esse ato é um símbolo da rejeição da autoridade do Papa na Inglaterra.

Em 1220, os restos de Becket foram transladados para um relicário na recentemente concluída Capela da Trindade, em Cambridge. O pavimento deste está hoje em dia assinalado com uma vela acesa. Os arcebispos actuais celebram a  eucaristia neste local para lembrar o martírio e a transladação.







MARTÍRIO DE SÃO TOMÁS BECKET

Os cavaleiros, furiosos, retiraram-se para pegar as armas, enquanto alguns monges e servidores do destemido Prelado, vendo o grande perigo que ele corria, conseguiram a custo levá-lo para a catedral.

Era a hora do cântico das Vésperas e o templo estava cheio. Após o cortejo dos monges e do santo Arcebispo, penetraram furiosos ali os cavaleiros armados e, com as espadas desembainhadas, precipitaram--se sobre este último.

- Absolve os Bispos! - gritou um deles.

Investiram então, de espada em punho, contra o indefeso ministro de Deus. 

O primeiro golpe atingiu os ombros de Thomas, e os seguintes feriram-lhe a cabeça. Seu cruciferário, tentando desviar com o braço um dos golpes, recebeu uma forte lesão que lhe rompeu até os ossos. "Estou disposto a morrer por meu Senhor.







 Que meu sangue salve a liberdade da Igreja e a paz", exclamou o mártir, de joelhos. Um novo golpe o prostrou morto por terra, com os braços estendidos, como se estivesse rezando.








 Uma escultura moderna destaca o local onde São Tomás Becket foi martirzado.





Relíquia- Casula de São Tomás Becket






ORAÇÃO:

 Senhor nosso Deus, que destes ao mártir São Tomás Becket 
a grandeza de alma que o levou a dar a vida pela justiça, 
concedei-nos, por sua intercessão, 
a graça de saber perder a vida por Cristo neste mundo, 
para podermos encontrá-la para sempre no Céu.
 Por Nosso Senhor. 
Amem 





São Tomás Becket sentado entre São João Batista e São Francisco.




ORAÇÃO:

Ó Deus, 
por causa de cuja Igreja 
o glorioso Bispo Thomas caiu pela espada dos homens ímpios: 
concede-nos, nós Vos suplicamos, 
que todos os que pedem sua ajuda
possam obter os bons frutos de sua petição. 
Por nosso Senhor Jesus Cristo, 
Quem vive e reina Contigo 
na unidade do Espírito Santo, 
para sempre e sempre.

Amém.

















ALGUMAS FONTES:

http://turkeynuggets4pete.blogspot.com.br/2012/01/our-holiday-in-england-canterbury.html











quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Onde fala, na Bíblia, que Nossa Senhora foi sempre Virgem?



A Bíblia diz que Nossa Senhora, a Mãe de Jesus, foi Virgem antes do parto (Is 7,14; Mt 1, 8.22-23; Lc 1, 26-27), permaneceu virgem durante o parto, pois não só a concepção mas também o parto é descrito na profecia como miraculoso (Is 7,14; Lc 1, 30-31) e fica claro que se Jesus tivesse nascido como os demais, Maria não teria podido prestar-lhe os devidos cuidados, por suas próprias mãos. (Lc 2, 6-7).

E a Bíblia também mostra que Nossa Senhora permaneceu Virgem, pois ela estava noiva de José, mas apesar disso pergunta ao anjo como ela daria à luz se não conhecia homem (Lc 1, 34).

Essas palavras de Maria só têm lógica ao saber que ela já pretendia permanecer Virgem, algo incomum entre os judeus, mas uma graça dada e inspirada pelo Espírito Santo.

Também vemos que ela permaneceu Virgem ao ler o Evangelho de São Lucas que afirma que a Família de Jesus é  José e Maria apenas (Lc 2, 41-43;45), algo que fica evidente quando Jesus morre na cruz e deixa sua Mãe aos cuidados do discípulo o que mostra que ela não tinha mais ninguém de filho (Jo 19, 25-27).

Maria é a porta pela qual Deus passou do mundo espiritual ao nosso mundo carnal e a Bíblia diz que essa porta devia permanecer intacta (Ez 44,2).

Aos irmãos na fé cristã que negam a graça de Maria permanecer virgem podemos perguntar o que é impossível a Deus? Se ele fez uma Virgem engravidar, não poderia conceder-lhe a graça de permanecer Virgem e sem mancha aquela que é a Mãe do Senhor?



PERGUNTAS FREQUENTES:

1 - Por que no Evangelho de São Mateus se diz ANTES DE COABITAREM (Mt 1, 18)?

“Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo” (Mt 1, 18)

“Antes de coabitarem” significa apenas “antes de morarem juntos na mesma casa".
 Isso  aconteceu quando “José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa "
(Mt 1, 24)

2 - Por que se diz FILHO PRIMOGÊNITO(Lc 2, 7)?

A lei mosaica exige que todo o primogênito (primeiro filho) seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não (Ex 13, 2).
 Há primogênito sem que haja, necessariamente, um segundo filho.
A primogenitura era um título de dignidade e de honra entre os Judeus.
Geralmente, o filho, primeiro, tinha direito a certos privilégios, como os de herdeiro etc, ficando sujeito a certas obrigações, como vemos na Bíblia. (Lc 2, 23)
É, portanto, de propósito e com razão que o Evangelista chama Jesus: “primogênito” – “ton protótokon“.
 Designa-o, deste modo, como herdeiro de David, como tendo um direito privilegiado sobre esta herança (cf Gen 10, 15 – 21, 12).

3- Por que se diz na Bíblia aue José NÃO A CONHECEU ATÉ QUE DEU À LUZ?


 “Até", na linguagem bíblica, refere-se apenas ao passado (II Sam 6, 23; Mt 28, 20) e não fica claro que após ela dar à luz José a teve como mulher.  O texto do Evangelho quer dizer apenas que "sem que José  a conhecesse ela deu à luz o seu filho", pois Maria não tinha a intenção de conhecer homem (Lc 1,34)







4 - Por que a Bíblia fala de IRMÃOS DE JESUS?


A expressão "Irmãos de Jesus" na verdade quer dizer PRIMOS DE JESUS. Não havia a palavra primo em aramaico na época de Jesus. O irmão significava não só o filho do mesmo pai e da mesma mãe, como também primos.
Há várias passagens bíblicas que mostram o termo irmão no sentido de parente ou primo (Gn 13,8; Gn 31,22-23; Ex 2,11; Jz 9, 1-3; I Cr 15,1-5; I Cr 23,21-22; II Cr 36,10).
Quando o Evangelho foi escrito em grego, os evanglistas continuaram usando o termo irmão no sentido aramaico.
São Paulo usa o mesmo termo em grego "αδέλφοι " (I Cor 15,6) para falar de irmãos na fé. Os irmãos de Jesus descritos no Evangelho (Mc 6,3; Mt 13,55) eram filhos de Maria de Cléofas ou de Salomé.

Tiago e José, descritos como irmãos do Senhor, eram filhos de outra Maria (Mateus 27,56; Marcos 16,1) (talvez a mulher de Cléofas descrita em Jo 19,25). Tiago e Judas  são descritos como filhos de Alfeu (Mateus 10,3; Atos 1,13).
Judas é descrito como sendo irmão de Tiago (Lucas 6,16; Atos 1,13; Judas 1,1). Logo, eram todos irmãos, filhos de outra Maria e de Alfeu.
Simão é o único que não é descrito como tendo um pai ou mãe, mas podemos concluir que também era primo de Jesus, assim como os demais.




NOSSA SENHORA FOI SEMPRE VIRGEM E SÓ TEVE UM FILHO: JESUS

Maria é descrita nos Evangelhos como sendo apenas a Mãe de Jesus e não a Mãe dos irmãos de Jesus:

"Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele."
Marcos 6,3

" E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.
E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas."
João 2,1-2

"Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
João 19,26-27

O Evangelho de São Lucas nos diz que Jesus não tinha irmãos e a família de Nazaré eram apenas Jesus, José e Maria:

" Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;
E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe."
Lucas 2,40-43

"E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.
Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;"
Lucas 2,41-44

"E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas."
Lucas 2,51








O NATAL É A FESTA DA VITÓRIA DO CRISTIANISMO SOBRE O PAGANISMO





Leio argumentos vazios de pessoas afrimando que o Natal não é uma festa cristã, mas pagã.
Acho que esse povo cresceu em outro mundo. Todos sabem que no Natal se festeja o Nascimento de Cristo, o Senhor.

Na memória de nossa civilização, não ficou uma lembrança sequer do deus sol festejado pelos romanos, pois os cristãos conseguiram fazer que a sociedade esquecesse a existência desse falso deus, um ídolo.

É frequente encontrar nos escritos patrísticos exortações como esta de S. Agostinho: «Alegremo-nos, irmãos, rejubilem e alegrem-se os povos. Este dia tornou-se para nós santo não devido ao astro solar que vemos, mas devido ao seu Criador invisível, quando se tornou visível para nós, quando o deu à luz a Virgem Mãe». 

Nas palavras de Santo Agostinho, mas abaixo, no tamos que os primeiros cristãos começaram a festejar o Nascimento de Cristo no dia em que os pagãos comemoravam o nascimento do deus  sol deles com o intuito de substituir essa festa e mesmo fazer que Cristo, o verdadeiro Sol, fosse lembrado e Mitra, o deus pagão do sol, esquecido.









Eis o que Santo Agostinho diz:

"Por isso, irmãos, festejemos solenemente este dia; mas não como os pagãos que o festejam por causa do astro solar; mas festejemo-lo por causa daquele que criou este sol. Aquele que é o Verbo feito carne, para poder viver, em nosso benefício, sob este sol: sob este sol com o corpo, porque o seu poder continua a dominar o universo inteiro do qual criou também o sol. Por outro lado, Cristo com o seu corpo está acima deste sol que é adorado, pelos cegos de inteligência, no lugar de Deus que não conseguem ver o verdadeiro sol de justiça» (S. Agostinho).


Que o Natal é uma festa que tem base bíblica também é evidente, pois diz o Evangelho:

eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:
Lucas 2,10

Ora, qual não deve ser a alegria de todo o povo no dia do Nascimento do Senhor. Ninguém sabe qual foi a data certa, maso importante é fazermos a memória, "pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor." Lucas 2,10-11




















quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

SANTA ANASTÁCIA - PROTETORA CONTRA VENENOS, DAS VIÚVAS - 25 DE DEZEMBRO















A vida de santa Anastácia, transmitida de geração a geração, desde os primórdios do cristianismo, traz os episódios históricos verídicos mesclados a fatos lendários e às tradições orais. 

Vejamos como chegou à cristandade no terceiro milênio.

Diocleciano foi imperador romano entre os anos 284 e 305. 

Na época, Anastácia, filha de Protestato e Fausta, ambos romanos e pagãos, era uma jovem belíssima. 

Junto com sua mãe, foi convertida à fé cristã por seu professor Crisogono, fururo santo mártir.

 As duas se dedicavam a ajudar os pobres e à conversão de pagãos.




Anastasia3





Com a morte da mãe, o pai lhe impôs o casamento com Públio, um rico pagão da nobreza romana. 

Mesmo contra a vontade, Anastácia se casou. Logo o marido a proibiu de envolver-se com qualquer tipo de atividade, como era de costume entre as damas da sociedade. 

Mas ela continuou ajudando os pobres às escondidas e, quando o marido foi informado, puniu-a com crueldade. Foi proibida de sair de casa. Naquele momento, o consolo veio por meio dos conselhos do professor Crisogono, que já era perseguido e acabou sendo preso.

Na ocasião, o imperador Diocleciano nomeou Públio embaixador na Pérsia. 









Ele partiu deixando Anastácia sob a guarda de Codizo, homem cruel que tinha ordem de deixá-la morrer lentamente. Logo chegou a notícia da súbita morte de Públio. 

Anastácia foi libertada e soube que seu conselheiro, Crisogono, seria transferido para o julgamento na Corte imperial de Aquiléia. A discípula o acompanhou na viagem e assistiu o interrogatório e, depois, a sua decapitação.

Cada vez mais firme na fé, voltou a prestar caridade aos pobres e a pregar o evangelho de Cristo. Suspeita de ser cristã, foi levada à presença do prefeito de Roma, que tentou fazê-la renunciar à sua religião. Também o próprio imperador Diocleciano tentou convencê-la, mas tudo inútil.

 Anastácia voltou para a prisão.




Anastasia being  tortured  was finally martyred sometime between 290 and 304AD

Anastácia sendo torturada

Em seguida, Diocleciano partiu para a Macedônia, levando consigo os prisioneiros cristãos, inclusive ela. Da Macedônia foram para Esmirna, na Dalmácia, atual Turquia. 

Lá, outros cristãos denunciados foram presos. Entre eles estavam a matrona Teodora e seus três filhos, depois também santos da Igreja. A eles Anastácia dispensava especial atenção.

Os carcereiros informaram o imperador, que mandou prender Anastácia durante um mês no pior dos regimes carcerários. No fim do período, ela estava mais bela do que antes, e ainda mais firme na sua fé. 

Inconformado, o imperador a entregou para ser morta junto com os outros presos cristãos.

 Anastácia morreu queimada viva, no dia 25 de dezembro de 304, em Esmirna.













Primeiro, o corpo de Anastácia foi enterrado na diocese de Zara; depois, em 460, foi levado para Constantinopla. 

Seu culto, um dos mais antigos da Igreja, se espalhou por toda a cristandade do Oriente e do Ocidente. Em quase todos os países, existem igrejas dedicadas a ela, e muitas guardam, para devoção dos fiéis, um fragmento de suas relíquias. 





Relicários com o crânio e o pé de Santa Anastácia. Tessalônica, Grécia










Sua celebração ocorre tanto no Oriente como no Ocidente, no dia de sua morte, sempre recordada na missa do período da tarde, em razão da festa do Natal de Jesus Cristo.


Ela é uma das sete mulheres, excluindo a Virgem Maria, a ser comemorada nominalmente no Cânone da Missa.



Station Churches of Rome The Church is built on the sight of Anastasia's family mansion, and her relics are under the high altar.

Igreja construída sobre o lugar da casa da família de Anastácia e suas reliquias estão embaixo do altar principal.



Ela percorria as prisões levando aos cristãos coisas que precisavam e alimento. Seu marido Publio prendeu-a em casa e privando-a de comida esperando que ela morresse para herdar a sua fortuna. 

Ela escreveu varias cartas a Chrysógono contanto o seu infortúnio. Inesperadamente o seu marido faleceu e ela foi libertada.

 O imperador ordenou que ela fosse viver com o prefeito de Roma, mas ela se recusou e eles a prenderam e levaram-na ao prefeito que ao tentar fazer sexo, ficou cego. 

O imperador mandou prende-la e a condenou a morrer de fome, mas ela foi alimentada pelos anjos por semanas, até que desistiram, e foi condenada ao exílio na ilha de Palmarolo.

Mas o Imperador mudou novamente de idéia e alguns dias mais tarde Santa Anastácia foi levada de volta, amarrada a uma estaca e queimada viva, mas ela cantava os hinos de louvor ao Senhor e não parecia estar sentido nenhuma dor. O procônsul encarregado do martírio, furioso ordenou que ela fosse degolada.

Na arte litúrgica da igreja é representada segurando a palma e um vaso no qual levava sopa ou caldo para alimentar os cristãos presos.





Devoção

No ocidente


Catedral de Santa Anastácia, em Zadar, na Croácia.


O chamado Martyrologium Hieronymianum1 relata o seu nome em 25 de dezembro, não só para Sirmio, mas também para Constantinopla, algo que decorre de uma história diferente. 

De acordo com Teodoro, o Leitor , durante o patriarcado de Genádio I de Constantinopla (458-471), o corpo da mártir foi transferido para a capital imperial e enterrado numa igreja que até então era conhecida como Anastasis ("Ressurreição") e que passou, a partir daí, a ser conhecida como "Anastasia".

De forma similiar, a devoção de Anastácia foi introduzida em Roma a partir de Sirmio por meio de uma igreja já existente.






Túmulo de Santa Anastácia,  em sua Basílica, em Roma




 Como esta já era bastante conhecida, acabou dando especial proeminência ao dia da festa da santa. 

Já existia em Roma, desde o século IV, ao pé da Colina do Palatino e acima do Circo Máximo, uma igreja que havia sido decorada pelo papa Dâmaso I (366-384) com um grande mosaico. 

Ela era conhecida como titulus Anastasiae e é mencionada com este nome nos atos do Concílio de Roma de 499. 












Há alguma incerteza sobre a origem deste nome: ou igreja o deve a uma homenagem à romana Anastácia, como é o caso de diversas outras igrejas titulares de Roma (Duchesne) ou ela era originalmente uma igreja em honra à Anastasis (Ressurreição de Jesus), como as que já existiam em Ravena e em Constantinopla, e a partir de "Anastasis" derivou "titulus Anastasiae" (Grisar). 

Qualquer que seja a opção, a igreja já era especialmente proeminente entre os séculos IV e VI, sendo a única no centro da Roma antiga, rodeada de templos pagãos.

Em sua jurisdição estava o Palatino onde a corte imperial se localizava. Uma vez que a veneração da mártir de Sirmio passou a receber um novo ímpeto em Constantinopla durante a segunda metade do século V, podemos inferir com facilidade que as relações próximas entre a "Nova Roma" e a "Vilha Roma" também fizeram por aumentar a devoção de Santa Anastácia aos pés do Palatino.

De toda forma, a inserção do nome dela no Cânone Romano da Missa no final do século V mostra que ela então já ocupava uma posição única entre os santos publicamente venerados em Roma.

 A partir daí, a igreja no Palatino passou a ser conhecida por "titulus sanctae Anastasiae" e a mártir de Sirmio se tornou a santa titular da velha basílica do século IV. 

Evidentemente, por conta de sua posição como igreja titular do distrito que incluía as moradias imperiais no Palatino, esta igreja manteve por longo tempo uma proeminência entre as demais igrejas de Roma. Apenas duas a precediam em honra: São João de Latrão, a igreja-mãe de Roma, e Santa Maria Maggiore, principal igreja dedicada à Virgem Maria.

Este antigo santuário está hoje isolado em meio às ruínas de Roma. A comemoração de Santa Anastácia na segunda missa do Natal é o último resquício da proeminência de outrora.

De acordo com a tradição, São Donato de Zadar levou as relíquias de Constantinopla para Zadar quando ele visitou a cidade com o duque Beato de Veneza. A ordem havia sido dada por Carlos Magno como forma de negociar a fronteira entre o Império Bizantino e os territórios da Croácia que, na época, estavam sob domínio do Reino dos Francos.






Ícone da vida de Santa Anastácia












No oriente

A Igreja Ortodoxa venera Santa Anastácia como uma Grande Mártir, geralmente se referindo a ela como "Anastácia, a Romana". Ela geralmente recebe os epítetos de "Salvadora dos Grilhões" e "Salvadora das Poções" pois acredita-se que suas intercessões protejam os fiéis contra venenos e outras substâncias malignas. De acordo com o Sinaxário, ela era filha de Praepextatus (um pagão) e Fausta (uma cristã).

No século V, as relíquias de Santa Anastácia foram transferidas para Constantinopla, onde uma igreja foi construída e dedicada a ela. Posteriormente, a cabeça e uma mão da Grande Mártir foram transferidas para o Mosteiro de Santa Anastácia, perto de Monte Atos.





Na arte litúrgica da igreja é representada segurando a palma e um vaso no qual levava sopa ou caldo para alimentar os cristãos presos,  tigela com fogo (no ocidente); cruz do martírio ou pote de remédio (no oriente)





ANASTÁCIA PROTETORA CONTRA VENENOS

Anastácia há muito tempo tem sido venerada como curandeira e exorcista.

 Conta sua lenda que a santa ia de cidade em cidade para cuidar de prisioneiros cristãos.
 Conhecedora das ervas medicinais da época, ela cuidava dos ferimentos 
e aliviava o sofrimento dos cativos. 
Por causa de seu talento médico, Santa Anastácia recebe em grego o título de Pharmakolytria (“aquela que cura os venenos”), e por sua intercessão muitas pessoas foram curadas dos efeitos nocivos de poções, venenos e outras substâncias malignas.





Anastácia de Sirmio (em grego: Ἀναστασία: "Ressurreição", também Ἁγία Ἀναστασία ἡ Φαρμακολύτρια, Anastácia, a Curandeira) foi uma santa e mártir cristã que morreu em Sirmio. Na Igreja Ortodoxa, ela é comemorada como "Grande Mártir Anastácia, a Salvadora das Poções" (Hagia Anastasia Pharmacolytria).

Suas relíquias estão na Catedral de Santa Anastácia, em Zadar, na Croácia.
Posteriormente alguns de seus ossos foram transladados para o mosteiro de Santa Anastácia, próximo ao Monte Atos, na Grécia, onde estão até hoje.









ORAÇÃO 
Ó Deus, cuja força se manifesta na fraqueza, 
fazei que, ao celebrarmos a glória de Santa Anastácia, 
que de vós recebeu a força de vencer, 
obtenhamos por sua intercessão a graça da vitória. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho,
 na unidade do Espírito Santo. 
Amém.




Um ex-voto com Santa Anastácia.







Santa Anastácia foi presa a um poste e queimada viva. Seu corpo, que não havia se carbonizado, foi recolhido por uma cristã chamada Apolinária, que a enterrou no jardim de sua casa.

TRECHO DA ORAÇÃO EUCARÍSTICA I:

"E a todos nós pecadores, 
que confiamos na vossa imensa misericórdia, 
concedei, não por nossos méritos, 
mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: 
João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé
 (Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro;
 Felicidade e Perpétua, Águeda 
e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia)
 e todos os vossos santos. 
Por Cristo, Senhor nosso.
T: Concedei-nos o convívio dos eleitos!




Afresco do martírio de Santa Anastácia no teto de sua Basílica, em Roma.














ALGUMAS FONTES: