sexta-feira, 18 de agosto de 2017

SÃO JOÃO EUDES - APÓSTOLO DOS CORAÇÕES DE JESUS E DE MARIA - 19 DE AGOSTO





São João Eudes fundou a Congregação de Jesus e Maria e a Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor “Irmãs do Bom Pastor”. 

Na segunda metade do século XVI, viveu em Ri, na Normandia, filho de um certo Isaac Eudes. Ele era o que se poderia chamar de pequeno agricultor. Ele se casou com Marta Corbin. Quando, depois de dois anos de casados, ainda não tinham filhos, o casal fez uma peregrinação até um santuário de Nossa Senhora, ali próximo, e nove meses mais tarde nasceu um menino. A seguir, tiveram mais cinco filhos. O primogênito nasceu no dia 14 de novembro de 1601, foi batizado com o nome de João e teve uma infância exemplar.

Inicialmente, estudou no Colégio Real de “Dumont”, em Caen, dos padres jesuítas. Nos intervalos das aulas, costumava ir à capela rezar, deixando as brincadeiras para o segundo plano. 





Na adolescência, por sua grande devoção a Maria, secretamente consagrou-se a ela. Depois, sentindo sua vocação religiosa, foi aconselhado a terminar os estudos antes de ordenar-se sacerdote.

Em 1623, com o consentimento dos pais, foi para Paris, onde ingressou na Congregação do Oratório, sendo recebido pelo próprio fundador, o cardeal Pedro de Bérulle. Dois anos depois, recebeu sua ordenação, dedicando-se integralmente à pregação entre o povo. Pleno do carisma dos oratorianos, centrados no amor a Cristo, e de sua especial devoção a Maria, passou ao ministério de pregação entre o povo. Visitou vilas e cidades de Île de França, Bolonha, Bretanha e da sua própria região de origem, a Normandia.

Nessa última, quando, em 1627, ocorreu a epidemia da peste, João percorreu quase todas, principalmente as vilas mais distantes e esquecidas. Como sensível pregador, levou a Palavra de Cristo, dando assistência aos doentes e suas famílias. 







Nunca temeu o contágio. Costumava dizer, em tom de brincadeira, que de sua pele até a peste tinha medo. Mas temia pela integridade daqueles que viviam à sua volta, que, ao seu contato, poderiam ser contagiados.

Por isso não entrava em casa e à noite dormia dentro de um velho barril abandonado ao lado do paiol. Inconformado com o contexto social que evoluía perigosamente, no qual as elites dos intelectuais valorizavam a razão e desprezavam a fé, João Eudes, sabendo interpretar esses sinais dos tempos, fundou, em 1643, a Congregação de Jesus e Maria com um grupo de sacerdotes de Caen que se uniram a ele. 






A missão dos eudianos é a formação espiritual e doutrinal dos padres e seminaristas e a pregação evangélica inserida nas necessidades espirituais e materiais do povo. Além de difundir, por meio dessas missões, a devoção aos sagrados corações de Jesus e Maria.

Seguindo esse pensamento, também fundou a Congregação Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, para atender às jovens que de desviavam pelos caminhos da vida e às crianças abandonadas.

 A Ordem deu origem, no século XIX, à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, conhecida como as Irmãs do Bom Pastor.







Com os seus missionários, João dedicou-se à pregação de missões populares, num ritmo de trabalho simplesmente espantoso. As regiões atingidas pelo esforço dos seus missionários foram aquelas que mais resistiram ao vendaval antirreligioso da Revolução Francesa.

Coube a João Eudes a glória de ter sido o precursor do culto da devoção dos sagrados corações de Jesus e de Maria. 






Para isso, ele próprio compôs missas e ofícios, festejando, pela primeira vez, com um culto litúrgico do Coração de Maria em 1648, e do Coração de Jesus em 1672. Hoje, essas venerações fazem parte do calendário da Igreja.

Morreu em Caen, norte da França, no dia 19 de agosto de 1680, deixando uma obra escrita de grande valor teológico pela clareza e profundidade. Foi canonizado pelo papa Pio XII em 1925. A festa de são João Eudes comemora-se no dia de sua morte.






Oração :
“Dai-nos, Senhor, pela intercessão de São João Eudes, a graça da devoção aos Santos Corações de Jesus e Maria. Concedei-nos, por sua intercessão, o auxílio de que necessitamos. Amém. São João Eudes, rogai por nós.”







ORAÇÃO 

Senhor nosso Deus, 
que Vos dignastes escolher o presbítero São João Eudes para anunciar as insondáveis riquezas do mistério de Cristo, concedei-nos que, 
seguindo o seu exemplo e os seus ensinamentos, 
conheçamos cada vez melhor a vossa verdade
 e vivamos fielmente à luz do Evangelho. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. 
Amém!









LEITURA (Ef 3, 14-19): 
«Conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento» 

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Efésios 

Irmãos: Eu dobro os joelhos diante do Pai, de quem recebe o nome toda a paternidade nos céus e na terra, para que Se digne, segundo as riquezas da sua glória, armar-vos poderosamente pelo seu Espírito, para que se fortifique em vós o homem interior e Cristo habite pela fé em vossos corações. Assim, profundamente enraizados na caridade, podereis compreender, com todos os santos, a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, e assim sejais totalmente saciados na plenitude de Deus. 

Palavra do Senhor. 
Graças a Deus!






SALMO RESPONSORIAL Salmo 130 (131), 1.2 e 3 
Refrão: Guardai-me na vossa paz, Senhor. 
Ou: Guardai-me junto de Vós, na vossa paz, Senhor. 

Senhor, não se eleva soberbo o meu coração, 
nem se levantam altivos os meus olhos. 
Não ambiciono riquezas, 
nem coisas superiores a mim. 

Antes fico sossegado e tranquilo, 
como criança ao colo da mãe. 
Espera, Israel, no Senhor, 
agora e para sempre. 








Leitura:

Do Tratado de São João Eudes, presbítero, 
sobre o admirável Coração de Jesus 

(Lib. 1, 5: Opera Omnia 6, 107.113-115) (Sec. XVII) 

Fonte de salvação e de vida verdadeira 

Rogo-te que penses em Nosso Senhor Jesus Cristo como tua verdadeira Cabeça e em ti como um dos seus membros. Ele é para ti como a cabeça para os membros. 
Tudo o que é d’Ele é teu: o seu espírito, o seu coração, o seu corpo, a sua alma e todas as suas faculdades. Deves usar de todas elas como se fossem realmente tuas, para servir, louvar, amar e glorificar a Deus. Tu és para Ele como um membro em relação à cabeça; e por isso também Ele deseja ardentemente servir Se de todas as tuas faculdades como se fossem suas, para servir e glorificar o Pai. 
Cristo não somente é para ti, mas quer também estar em ti, viver e dominar em ti, como a cabeça vive e reina nos seus membros. Quer que tudo quanto n’Ele existe viva e domine em ti: o seu espírito no teu espírito, o seu coração no teu coração, todas as faculdades da sua alma nas faculdades da tua alma, de modo que se realizem em ti aquelas palavras: Glorificai e trazei a Deus no vosso corpo, e a vida de Jesus se manifeste em vós. 
E tu não somente és para o Filho de Deus, mas deves estar n’Ele tal como os membros estão na cabeça. Tudo quanto há em ti deve ser inserido n’Ele e d’Ele deves receber a vida e por Ele ser governado. Fora d’Ele não encontrarás a vida verdadeira, porque Ele é a única fonte de vida verdadeira; fora d’Ele não encontrarás senão morte e perdição. 
Seja Ele o único princípio dos teus movimentos, acções e energias da tua vida; deves viver d’Ele e por amor d’Ele, para que em ti se cumpram estas palavras: Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum de nós morre para si mesmo; se vivemos, vivemos para o Senhor, e se morremos, morremos para o Senhor. Portanto, quer vivamos quer morramos, pertencemos ao Senhor. De facto, Cristo morreu e ressuscitou para ser o Senhor dos mortos e dos vivos. Tu és, por conseguinte, uma só coisa com Jesus, como os membros são uma só coisa com a cabeça; e por isso deves ter com Ele um só espírito, uma só alma, uma só vida, uma só vontade, um só pensamento, um só coração. E Ele deve ser o teu espírito, o teu coração, o teu amor, a tua vida, enfim, deve ser tudo para ti. Todas estas grandezas do cristão têm a sua origem no Batismo, crescem e robustecem se pela Confirmação e pelo bom exercício das outras graças que Deus lhe comunica e que têm o seu mais perfeito complemento na sagrada Eucaristia.


















quarta-feira, 16 de agosto de 2017

AS SANTAS QUE SE VESTIRAM DE HOMEM.

Devido a leis que evitavam que as mulheres se apresentassem em posicionamento de liderança dentro de uma sociedade, muitas delas decidiram viver suas vidas como homens,  temos alguns exemplos nas histórias de vida de alguns Santos e Santas:




SANTA MARINA SE PASSOU POR MONGE



















Santa Marina ou Santa Marina de Bitínia viveu no século V d.c. no norte do Líbano ou oeste da Turquia. Após a morte da mãe, seu pai Eugênio resolve entrar para a vida monástica. Não querendo abandoná-lo, a jovem Marina raspou os cabelos e se vestiu de homem, prometendo manter sua identidade em segredo para poder acompanhar o pai. 



Adotando o nome de Marino, foi dedicada e muito fervorosa na sua vida religiosa mesmo depois da morte do pai, ganhando a afeição de todos no mosteiro.

Depois de viver no mosteiro por alguns anos, tornou-se necessário que pai e filha viajassem.
Enquanto estavam hospedados em uma pousada, a filha rebelde do estalajadeiro ficou atraída por Marinus e tentou seduzi-la. Quando Marinus recusou seus avanços, ela afirmou ter sido seduzida por Marinus e que estava grávida. Este, por sua vez, não tentou desmentir as alegações. Assim, foi expulsa do monastério.

Para piorar a situação Marinus foi obrigado a assumir a paternidade da criança, sendo obrigado a realizar duras penitências e trabalhos braçais. Quando sua identidade foi revelada, enfim chegou a hora de sua morte. Marinus é reverenciado pela igreja Católica Romana e Ortodoxa como Santa Marina, a monja.


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SANTA EUGÊNIA DE ROMA

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Diz-se que ela era filha de Filipe, o "duque" de Alexandria e governador da província romana do Egito. Ela então fugiu de casa disfarçada de homem e foi batizada por Helenus, bispo de Heliópolis. Posteriormente ela se tornou um abade, ainda fingindo ser um homem. 
Ela - ainda fingindo - curou uma mulher de uma doença e quando ela tentou se insinuar para Eugênia, ela a rejeitou e acabou sendo acusada falsamente de adultério em público. Ela foi levada à corte onde, ainda disfarçada, ela se encontrou com seu pai como juiz. No julgamento, sua verdadeira identidade feminina foi descoberta e ela foi perdoada. Seu pai se converteu para a fé cristã e se tornou bispo de Alexandria, o que incitou o imperador Valeriano a executá-lo. Eugênia e todos os que moravam com ela se mudaram então para Roma, onde converteram muitos para o cristianismo nascente, especialmente as donzelas, o que não impediu o seu martírio. Proto e Jacinto foram decapitados e Eugênia também, logo após ela ter tido - conforme a lenda - uma visão de Cristo num sonho afirmando que ela morreria na Festa de Natal. Ela foi decapitada em 25 de dezembro de 258.


SANTO ONOFRE - O SANTO QUE MUDOU DE SEXO

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No rito ortodoxo, Onofre teria sido uma jovem virtuosa que, para preservar a sua virgindade de um feroz perseguidor, rezou para que Deus a transformasse num homem, o que lhe foi concedido. Depois, foi viver como eremita no deserto do Egito, vivendo pelado e tendo apenas a sua longa barba a lhe cobrir as partes.

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SANTA JOANA D`ARC VESTIU-SE DE SOLDADO

Joana se apresentou ao rei como Jehanne la Pucelle. Comumente traduzido como “moça” em inglês, a palavra francesa medieval pucelle era então a palavra ordinária para virgem. Sob esse título, Joana o informou que tinha ordens do alto de expulsar os ingleses da França e coroá-lo em Reims. Ela tinha apenas dezessete anos, dificilmente cinco pés de altura (ndt: aproximadamente 1,52 m) e iletrada. 

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Até então ela estava vestindo roupa masculina a pedido dos Céus, não apenas porque estava ocupada em liderar tropas na batalha, mas principalmente porque teria que preservar sua virgindade em meio aos soldados no campo. O rei teve a precaução de requerer à sua sogra Yolanda, Rainha da Sicília, e suas senhoras, que verificassem tanto o sexo de Joana como sua integridade física.

Joana Darc cortou seu cabelo bem curto e vestia roupas de homem. Ela particularmente imaginava belas armaduras e bons cavalos, que montava escarranchada e era admirada por sua proeza com a lança. Liderava tropas em batalha, mantendo-se na armadura por seis dias seguidos se necessário, e nunca vacilava em seu objetivo mesmo depois do inimigo capturá-la. 


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Eles a examinaram e executaram, não por crimes de guerra, mas por usar roupas masculinas e ser considerada uma feiticeira, pois uma mulher não lideraria um exército, segundo se pensava na época, nem suas revelações poderiam ser consideradas divinas pela Inglaterra, se não ela teria que negar seu poder político no território francês.




Nisto não há judeu nem grego; 
não há servo nem livre; 
não há macho nem fêmea; 
porque todos vós sois um em Cristo Jesus.
 Gálatas 3,28

terça-feira, 15 de agosto de 2017

OS SANTOS E SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO IV


SANTA BRÍGIDA E SUAS VACAS


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A tradição diz que as vacas de Brígida davam leite três vezes ao dia para prover leite para os pobres.

O pai de Santa Brígida era um homem rico que possuía um grande rebanho de vacas leiteiras. Quando Brigida era menina, seu pai a enviou para tirar leite das vacas e fazer manteiga. Brígida juntou as vacas, depois as ordenhou uma a uma e começou a bater o leite para fazer manteiga, cantando.
 As pessoas passando na estrada pararam para ouvir seu canto. Muitos eram pobres, vestidos com trapos. Ouvir a música de Brígida ajudou-os a esquecer seus problemas.


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Santa Brígida  raspou a manteiga doce, amarela como um campo de botões de ouro. Ela tinha o suficiente para encher um balde. Então, notou as pessoas pobres que estavam na estrada. Elas agradeceram pela música.

Santa Brígida não podia sentir-se feliz vendo como eles estavam esfarrapados e famintos. "Vocês gostariam de um pouco de manteiga?", Perguntou.

Os pobres a olhavam com olhos gratos. Santa Brígida estendeu seu balde para eles.  Mais pessoas vieram. Logo, o balde estava vazio.

"Eu vou fazer mais", disse Santa Brígida. "E você também gostaria de beber um pouco de leite fresco?" Ela ordenhou as vacas e fez mais manteiga, cantando o tempo todo. Ela passou toda a manhã e boa parte da tarde, ordenando e agitando. Ela serviu galões de leite e  manteiga. E o milagre era que suas vacas continuavam a dar leite até que todas as pessoas pobres tivessem o suficiente.

Até o balde de manteiga estar limpo, e nenhuma gota de leite ser obtida de qualquer das vacas.

"É hora de ir para casa. O Pai vai ficar preocupado, pensando onde eu estava ", disse Brígida. Ela pegou o balde e começou a voltar para a estrada.


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Seu pai estava realmente preocupado. "Onde está a manteiga?", Ele perguntou enquanto ela atravessava a porta.

"Se foi", disse Brígida.

"Se foi?" Como pode desaparecer? E o leite? "

"Também se foi!"

"Todas aquelas vacas? Todo o leite? Toda a manteiga? Se foi, você diz? Para onde foi? "

Santa Brígida disse a seu pai como ela passou o dia derramando leite e fazendo manteiga para as pessoas pobres que haviam entrado na estrada. Agora não havia uma gota de leite ou um tapinha de manteiga. Mas, de fato, não valeu um pouco de leite e manteiga para tornar felizes essas almas pobres?

"Não! Não valeu a pena. E você é uma tola ", disse seu pai. "Se você der a todos os mendigos que vagam pela estrada, logo não teremos nada para nós mesmos. O que será de nós então? Deixe isso ser uma lição para você. Volte para o pasto e não volte para casa até que você tenha substituído todo o leite e a manteiga que você deu.

Santa Brígida pegou seu balde e voltou para o pasto. Ela encontrou as vacas cobertas pela noite. Não haveria mais leite até amanhã. Santa Brígida sentou-se no banco e olhou para o céu.

"Pai Celestial", ela disse, "sempre tento fazer o bem, mas não tenho certeza se fiz certo ou errado. Tentei ajudar os pobres. Agora, o pai está bravo comigo por dar nosso leite e manteiga. Eu estava errada? Ou ele está? Por favor, me mostre o caminho certo. Me dê um sinal."

Assim que Santa Brígida terminou sua oração, ela ouviu asas batendo sobre a cabeça. Desceram do céu era uma legião de anjos. Cada um carregava um balde. Os anjos  sentaram-se e começaram a ordenar. Quando seus baldes estavam cheios, eles agitaram o leite e fizeram a manteiga - três vezes mais manteiga do que a que Brígida havia dado. Então eles voltaram para o céu, deixando a manteiga para trás em baldes de ouro puro.

Assim, Brígida recebeu seu sinal. E assim também ela descobriu que nenhuma boa ação nunca foi desperdiçada. Ele sempre retorna ao doador dez vezes.


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Santa Brígida é um dos santos mais importantes da Irlanda. Ela é a padroeira das leiteiras. Seu dia da festa é 1 de fevereiro e seu emblema é a vaca.


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Oração à Santa Brígida de Kildare

Santa Brígida da Irlanda, assim como em Teus milagres nunca faltou leite a quem Te pedira, pois, se somente havia água, transformava-a em leite, e, em não havendo leite, da única vaca que ordenhavas nunca encontraste secura, recorro a Ti para que também não me faltem nunca saúde e paz, pois destas duas tudo o mais se consegue com trabalho, esforço, dedicação e alegria.

Se em meu caminho surgirem dificuldades, causadas por meu próprio livre-arbítrio ou pelos rumos do mundo e da vida, peço a Ti somente que me ajudes a resolvê-los e que intercedas por mim junto a Cristo e a Deus Nosso Senhor.

Comprometo-me a fazer minha parte, não só para solucionar meus problemas, mas para reparar os erros que a outros tiverem prejudicado.

De resto, agradeço tudo o que tiveres feito por mim, porque confio que cada caminho aberto em minha vida e cada problema solucionado recebeu, como eu recebi, Teu olhar favorável, caridoso e abençoado.

Amém!






ALGUMAS FONTES:

http://rezairezairezai.blogspot.com.br/search/label/SANTA%20BR%C3%8DGIDA%20DA%20IRLANDA
https://thevalueofsparrows.com/2014/05/09/story-saint-brigid-and-the-cows/




domingo, 13 de agosto de 2017

SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE - PADROEIRO DAS FAMÍLIAS EM DIFICULDADE E DA IMPRENSA - 14 DE AGOSTO












Fundador do Milícia da Imaculada que criou um boletim de enorme tiragem entre outros meios de divulgação da ação cristã, pelo seu apostolado, é considerado o patrono da imprensa.

É igualmente visto como padroeiro especial das famílias em dificuldade, dos que lutam pela vida, da luta contra os vícios, da recuperação da droga e do alcoolismo; é considerado também padroeiro dos presos comuns e políticos. Foi canonizado por João Paulo II como "mártir da caridade".






Seu nome de batismo era Raimundo Kolbe. Nascido em 8 de janeiro de 1894, na Polônia, era filho de família pobre. Seus pais eram operários humildes e simples, porém, ricos de fé e religião. No lar ele recebeu os princípios da fé e do amor cristãos. Por isso, com apenas treze anos Raimundo Ingressou no Seminário dos Frades Menores Conventuais Franciscanos. Ali, vivendo entre os confrades, ele demonstrou logo a força de sua vocação religiosa.


Durante o tempo de estudos, Raimundo foi um estudante que deixou marcas pela mente brilhante e por ser muito atuante, apesar da pouca idade. 





Ainda estudante, manifestou sua profunda devoção à Virgem Maria quando fundou um apostolado mariano ao qual deu o nome de "Milícia da Imaculada". Terminou seus estudos na cidade de Roma. Lá, recebeu o sacramento da ordem em 1918. Nessa ocasião, assumiu o nome religioso de Maximiliano Maria, em homenagem a São Maximiliano e a Nossa Senhora. Depois de ordenado, voltou para a Polônia, e passou a lecionar no Seminário franciscano de Cracóvia.

Padre Maximiliano Maria Kolbe destacou-se na Igreja pelo grande amor a Nossa Senhora e pelo seu incrível espírito empreendedor na área da comunicação social. Quatro anos após sua ordenação, em 1922, quase sem dinheiro, ele fundou uma tipografia. Ali fez proezas. 




Criou e editou uma revista dedicada a Nossa Senhora. Depois, criou um periódico semanal, uma revista para crianças e outra para sacerdotes. As tiragens começaram pequenas e, em pouco tempo, eram milhares. Seu espírito evangelizador, porém, não se contentava apenas com a palavra escrita. Por isso, criou uma emissora católica de rádio. Sua ação apostólica pelos meios de comunicação chegou até o Japão! E sua meta era estender a obra ao mundo inteiro, conquistando almas para Jesus através da Virgem Maria.

No início da Segunda Guerra Mundial São Maximiliano Maria Kolbe voltou à Polônia para dirigir a formação dos novos franciscanos. Pouco tempo depois, em 1939, os nazistas invadiram sua terra e prenderam Padre Kolbe pela primeira vez





Soltaram-no e voltaram a prendê-lo uma segunda vez em 1941. Dali, transferiram-no para o temível campo de concentração de Auschwitz, onde ele conheceu os horrores da guerra provocados pelos nazistas.

Em agosto do mesmo ano, 1941, um prisioneiro conseguiu fugir de Auschwitz. Por causa disso, os soldados alemães, furiosos, impingiram uma punição terrível aos outros prisioneiros: sortearam dez presos para serem mortos de maneira cruel. Um dos dez sorteados era Francisco Gajowniczek. Quando soube de sua triste sorte, começou a chorar e clamar em voz alta, afirmando ter esposa e filhos para criar. 





Nesse momento, São Maximiliano Maria Kolbe pediu ao comandante alemão para ir no lugar de Francisco. O comandante concordou.

Os soldados alemães despiram, então, São Maximiliano Maria Kolbe e os outros nove. Depois, prenderam-nos numa cela escura, húmida e pequena. Ali os dez prisioneiros ficaram sem água e sem alimentos, para morrerem aos poucos. Duas semana depois, Padre Kolbe, acostumado aos jejuns e pela força da oração, ainda sobrevivia e, com ele, outros dois com privilegiado porte físico. 





Então, os soldados aplicaram-lhes injeções mortais para desocuparem a cela. Aconteceu em 14 de agosto de 1941.


Em 1971 o Papa João Paulo II celebrou a beatificação de São Maximiliano Maria Kolbe e em 1982 o mesmo Papa celebrou sua canonização. Nessa ocasião, João Paulo II deu a ele o título de "Padroeiro do nosso difícil século XX".





Na cerimônia em que Padre Kolbe foi canonizado, Francisco Gajowniczek estava presente e testemunhou a coragem e o amor daquele Padre franciscano que se ofereceu para sofrer e morrer em seu lugar, dando a Francisco a chance de cuidar de sua família.







ALGUMAS FRASES DE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE:

“Eu vou morrer e vocês vão ficar. Antes de me despedir deste mundo, quero deixar- lhes uma lembrança […], contando- lhes algo, pois minha alma está transbordando de alegria: o Céu me foi prometido com toda segurança, quando estava no Japão. […] Lembrem-se disso e aprendam a estar prontos para os maiores sofrimentos”.


“Ninguém no mundo pode mudar a verdade. O que podemos fazer é procurá-la e servi-la quando a tenhamos encontrado. O conflito real de hoje é um conflito interno. Mais além dos exércitos de ocupação e das hecatombes dos campos de extermínio, há dois inimigos irreconciliáveis no mais profundo de cada alma: o bem e o mal, o pecado e o amor. De que nos adiantam vitórias nos campos de batalha, se somos derrotados no mais profundo de nossas almas?”.


“Não tenham medo de amar demasiado a Imaculada; jamais poderemos igualar o amor que teve por Ela o próprio Jesus: e imitar Jesus é nossa santificação. Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus, Deus Pai, a Santíssima Trindade”.

 “Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus” 
São Maximiliano Kolbe, meses antes de ser preso pela Gestapo






Oração a São Maximiliano Maria Kolbe

“Ó São Maximiliano, seguidor fidelíssimo do Pobrezinho de Assis, que inflamado de amor a Deus transcorreste a vida na prática assídua das virtudes heróicas e na obras santas do apostolado, volta o teu olhar a mim, teus devoto, que confio na tua intercessão.

Tu que, irradiado da luz da Virgem Imaculada, atraístes inúmeras pessoas aos ideais de santidade, chamando-as em diversas formas de apostolado para o triunfo do bem e da dilatação do Reino de Deus, obtenha a mim a luz e força para operar o bem e atrair muitas pessoas ao amor de Cristo.

Tu que, na perfeita conformidade ao divino Salvador, alcançaste alto grau de caridade para oferecer, em sublime sacrifício de amor, a tua vida para salvar a um irmão prisioneiro, suplique do Senhor a graça que ardentemente te peço... (coloca-se a intenção)

E, animado pelo mesmo ardor de caridade, possa também eu com a fé e com obras testemunhar Cristo aos irmãos, para alcançar contigo a beatificante possessão de Deus na luz da glória. Amém.”




A Milícia da Imaculada

foi fundada em 16 de outubro de 1917[4], em Roma, Itália, por sete jovens frades, entre eles, José Pal, Antônio Glowinski, Jerônimo Biasi, Quirico Pignalberi, Antônio Mansi, Henrique Granata e Maximiliano Kolbe. Todos reunidos em um pequeno quarto, no Colégio Seráfico Internacional, localizado na Rua São Teodoro, número 42. Algumas velas, uma imagem, um único ideal: "Conquistar o mundo inteiro a Cristo sob a mediação e proteção de Nossa Senhora", utilizando todos os meios lícitos, principalmente os meios de comunicação social.

Era noite, e Frei Maximiliano Kolbe trazia consigo somente a oitava parte de uma folha de papel. Nela escreveu os principais pontos do movimento que acabava de fundar. "Milícia da Imaculada. Ela esmagará a tua cabeça (Gênesis 3,15). Sozinha venceste todas as heresias no mundo inteiro". Uma jaculatória, uma medalha e a conversão de toda a humanidade, aliás, sua santificação.

São Maximiliano, ao criar o movimento, concebeu três objetivos fundamentais para seguir com a obra. Sendo eles:

(Finalidade): Procurar a conversão dos pecadores, dos hereges, dos cismáticos, e especialmente dos maçons e dos judeus. Além da santificação de todos sob o patrocínio e por intermédio da B.B.M. Imaculada.

(Condições): Oferecimento total de si mesmo, como instrumento em Suas mãos Imaculadas; Levar a Medalha Milagrosa.





(Meios): Rezar, fazer penitência, oferecer a Deus os cansaços e os sofrimentos quotidianos da vida; dirigir-se, possivelmente todos os dias, à Imaculada com a jaculatória; "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vos, e por todos aqueles que a vós não recorrem, e principalmente os inimigos da santa igreja". 

Usar qualquer meio válido e legítimo à disposição para a conversão e a santificação dos homens, mas, sobretudo, a imprensa e a medalha milagrosa. Fazer-se, assim, intérpretes esperados do Evangelho e capazes de suscitar escolhas cristãs e vocacionais com a oração, a penitência, o bom exemplo, a cordialidade, a doçura, a bondade, como reflexo das acções da Imaculada (cf. SK 97).





Quando se renuncia à própria vida,
No gesto heróico da oblação suprema,
Para glória de Deus e bem das almas,
Também o sangue é poema.




Como a água das fontes cristalinas,
Brotando do sopé de serra brava,
Se é por Jesus que se derrama o sangue,
O sangue também lava.






Ap 3, 10-12
Porque guardaste a minha palavra com firmeza, também
Eu te guardarei na hora da provação que está para sobrevir ao
mundo inteiro, para provar os habitantes da terra. Eu venho
em breve; conserva com firmeza o que tens, para que ninguém
arrebate a tua coroa.
Farei do vencedor uma coluna no templo do meu Deus e
jamais sairá dele; escreverei sobre ele o nome do meu Deus e o
nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do
Céu, de junto do meu Deus, e também o meu nome novo.


Oremos:

Deus de poder e de misericórdia, 
que destes tão admirável
fortaleza ao mártir São Maximiliano Maria Kolbe
 para poder superar a dor dos tormentos,
concedei aos fiéis que hoje celebram o seu triunfo a graça de vencerem com a vossa proteção
 as insídias do inimigo. 
Por Nosso Senhor.
Amém!




1 Pedro 5, 10-11
O Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória
eterna em Cristo Jesus, depois de terdes sofrido um pouco, vos
aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis e vos fortificará. A Ele o
poder e a glória por toda a eternidade. Amém
.


Feliz quem dá sem medida,
Até dar a vida à morte.
Em Deus liberto, o seu rosto
No rosto de Deus se espelha.




Salmo 115 (116 B)
10 Confiei no Senhor, mesmo quando disse: *
 «Sou um homem de todo infeliz».
 11 Na minha perturbação exclamei: *
 «É falsa toda a segurança dos homens».
12 Como agradecerei ao Senhor *
 tudo quanto Ele me deu? 
13 Elevarei o cálice da salvação, *
 invocando o nome do Senhor.
14 Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, *
 na presença de todo o povo.
 15 É preciosa aos olhos do Senhor *
a morte dos seus fiéis.
16 Senhor, sou vosso servo, filho da vossa serva: *
 quebrastes as minhas cadeias.
 17 Oferecer-Vos-ei um sacrifício de louvor, *
 invocando, Senhor, o vosso nome.
18 Cumprirei as minhas promessas ao Senhor, *
 na presença de todo o povo, 
19 nos átrios da casa do Senhor, *
 dentro dos teus muros, Jerusalém.

Ant. Se alguém Me servir, meu Pai que está nos Céus o
honrará (T. P. Aleluia).










ALGUMAS FONTES:
http://www.cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-maximiliano-maria-kolbe/270/102/#c
http://www.arautos.org/secoes/artigos/especiais/sao-maximiliano-maria-kolbe-o-cavaleiro-da-imaculada-2-143506
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maximiliano_Maria_Kolbe